quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O início - 2010

Essa história começa em 2010... eu e minha esposa já estávamos tentando ser pais há alguns anos e não conseguiamos. E em 2010 resolvi fazer uma bateria de exames para saber se o problema era comigo... sim... nós homens temos essa estranha mania de achar que a infertilidade pode ser só um problema das mulheres... e para minha triste surpresa o problema era comigo mesmo e não havia uma solução simples...

O médico foi bem franco e frio dizendo: é... você não pode ser pai. Só há uma solução neste caso que é a inseminação artificial in vitro... iremos "cultivar" alguns óvulos e depois vamos colocar de 5 a 6 óvulos na sua esposa para fecundarem. Quando eles estiverem mais desenvolvidos vamos MATAR uns 3 ou 4 para que ela não tenha problemas nem corra risco de vida e ficamos com 2 por segurança... na mesma hora, contendo as lágrimas, com a garganta completamente embargada de tristeza, não consegui dizer mais nada... saí da sala do médico e voltei para o trabalho...

É um sentimento ruim... uma mistura de tristeza, com um sentimento de fracasso, me senti tão pequeno, tão insignificante... mas engoli tudo a seco e tentei seguir em frente...

Ao chegar em casa conversei com minha esposa... e decidimos não arriscar com a inseminação... o fator MATAR, dito pelo médico, me assustou muito... e eu não concordei com essa idéia de colocar minha esposa em risco por causa de um sonho...

então decidimos procurar a Vara da Infância e Juventude para saber como funcionava o processo de adoção... quais eram os documentos que deveríamos levar...

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