sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Presente do Dia dos Pais adiantado

Hoje, no trabalho, recebo a notícia de minha esposa totalmente desesperada sobre meu filho Moisés... Ele havia incendiado as coisas do quintal dos avós e sumiu de casa...
Acho que pela primeira vez meu chão se abriu diante de mim... Uma sensação terrível de não estar respirando... Tudo ao meu redor parou...
Nem sei como desci o prédio, como desliguei o computador ou fechei minha gaveta... Fiquei esperando minha esposa chegar até irmos de moto para casa começar nossa jornada em busca de nosso filho...
 No caminho o sentimento de impotência misturado com desespero e uma série de perguntas sobre como encontra-lo e o que o motivou a sair de casa, já que essa tarde teríamos uma agradável tarde na escola dele em homenagem ao dia dos pais... E ele estava bem empolgado com isso... 
Tudo o que eu sabia é que ele havia escrito uma mensagem em meu carro e sumido... 
Quase chegando em casa recebemos a ligação de minha mãe dizendo que ele havia voltado... Sabe a sensação de ficar milionário? Então... Nunca fiquei... Mas tive o privilégio de ter a sensação de ter de volta o maior tesouro, a maior das riquezas que um pai pode ter: seu filho de volta!!!
E ao chegar minha esposa o abraçou ppr um longo tempo e logo após eu o abracei!!! Acho que não existe sensação melhor nesse mundo do que esse momento que pude experimentar...
Toda a familia, amigos e conhecidos ja estavam a procura dele... São nessas horas que a gente percebe mais uma vez o quanto Deus cuida de nós e nos cerca de carinho e proteção!!!
Logo depois começamos a tentar descobrir com ele as causas que o levaram a fazer isso... E vimos o turbilhão de preocupações que estavam na cabecinha dele... Bem... Tentando resumir...Ele disse que não pretendia sair de casa... Tudo que ele fez foi ir no ferro velho da frente e tentou pedir um emprego pra me ajudar, ja que eu estava prestes a perder o meu... 
Então a mensagem no carro dizia mais ou menos assim: não fugi. Fui procurar emprego.  Moisés ❤️

Provas do amor de Deus por nós

Diante dos fatos ocorridos em minha vida, tenho andado bastante desanimado, cansado, sem coragem, com medo do futuro... Mas eis que Deus sempre está a cuidar de nós com um zelo extremo.
Nos ultimos dias fiz a troca de óleo de minha moto, e desde entao o filtro começou a apresentar vazamentos.... Efetuei uma nova troca do filtro e o vazamento havia parado... Na terça-feira  fui presenteado com o pneu traseiro furado por grampos deixados por caminhões de carga, provavelmente da via Dutra... 
Mas Deus e sua milícia celeste sempre a me proteger. Estava proximo a um borracheiro que me ofereceu todas as ferramentas pra eu retirar o pneu, ja que ele nao sabia tirar pneus de motos com eixo cardan. 
E no dia seguinte ao chegar no trabalho recebo a ligação de minha mãe dizendo que haviam manchas de óleo novamente no chão da garagem... Aquilo me desanimou bastante... Ao chegar em casa resolvi dar um novo aperto no filtro... E quando olho para o pneu traseiro constato que ele estava sem o parafuso que segura o eixo central... Novamente Deus agindo pra me proteger atraves de situações que aos olhos humanos não seriam entendidas cono um livramento!!!
No dia seguinte fiquei cheio de medo de ir trabalhar de moto... Mas fiz minha oração e segui meu caminho... Resolvi fazer paradas durante o caminho só para verificar o parafuso se ainda estava no lugar... E na primeira parada, ao parar no acostamento um outro motociclista parou imediatamente oferecendo ajuda... Eu disse que estava tudo bem e que só estava verificando o parafuso se ele ainda estava lá... E desde então ele passou a me escoltar durante toda a viagem para o trabalho... 
Esses acontecimentos encheram meu coração de fé e me deram mais certezas da presença de Deus em minha vida me amparando, me salvando da morte e me livrando de todos os perigos.
Que esse testemunho possa servir de sinal da presença de Deus para todos que se encontram cansados, desanimados e sem conseguir enxergar os sinais de Deus em suas vidas!!!

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Móveis das crianças... a saga...

Lendo aqui os antigos relatos sobre os móveis das Crianças, pois é... Já se passaram 3 anos desde então, ganhamos na justiça uma indenização mas tudo isso só no papel...

O Juiz da comarca de Petrópolis reconheceu os nossos direitos e ordenou (ou seja lá como eles falam nos termos jurídicos) que nos fosse paga uma indenização por danos morais, principalmente os causados às crianças...

E ao longo desses anos, acompanhando o andamento do processo, noto até que a justiça já fez de tudo para que essa indenização fosse paga. Porém os donos da Hoffman Móveis são bem assessorados por advogados que, se não dão um jeito para adiar o processo, arrumam alguma maneira "legal" de dizer que seu cliente não tem dinheiro para pagar.

A Rio Decor, por sua vez, mesmo apesar de ter se prontificado a oferecer advogados para nos assessorar, fica bem quietinha na dela. Soube que alguns dos prejudicados, que não foram poucos, também entraram na justiça contra a Rio Decor, que juridicamente tentando explicar, é coparticipante de toda a transação ocorrida.

Enfim... vamos aguardar se algum dia a justiça dos homens vai, de fato, acontecer... A de Deus eu tenho certeza que não falha!!! Todo mal que fizeram conscientemente a meus filhos tenho a plena certeza que a mão de Deus pesará sobre estes!!!

Tormentas da vida...

Com o atual governo e seus desgovernos, eis que um momento que vivi na minha infância, através de meus pais, agora me vem à tona, só que desta vez o pai sou eu... o DESEMPREGO...
Sim... após 18 anos trabalhando como terceirizado em uma empresa Estatal, sem nenhum reconhecimento, mérito sobre tal, eis que o fantasma do desemprego se encontra novamente em minha vida...

Contam meus pais que quando eu nasci eles só tinham a casa e um fogão... E que por obra de Deus, meu pai, semi analfabeto e minha mãe, costureira de mão cheia, conseguiu um emprego numa grande multinacional... A Philip Morris. Uma fábrica de cigarros, que ele chamava de Souza Cruz... Era uma baita empresa. Motivo de felicidade para meu pai, que até então estava desempregado e passando necessidades com minha mãe. Conta-se que esta empresa, representada por seus gerentes e amigos de trabalho, se juntaram e adiantaram o salário de meu pai, permitindo assim que ele comprasse o meu berço e a geladeira. Geladeira esta que eles ainda possuem e a restauram, conservam até os dias presentes; em perfeito funcionamento... Talvez como uma lembrança viva de tudo que eles passaram e tudo que aconteceu a partir dali.

Pois bem. Era uma empresa com outro tipo de mentalidade com seus funcionários. Bolsa escola, pagavam 50% da minha escola, alguns auxílios extras, plano de saúde da Golden Cross... eu me amarrava naquele cartãozinho dourado que volta e meia eles trocavam e meu pai me dava o antigo...  um bom salário, enfim, condições dignas de se viver.

Lembro-me talvez de ter ido uma, ou no máximo duas vezes a um hospital público... são lembranças vagas... paredes azul bebê, cheiro de algum remédio que eu não sei, choros, pessoas de branco e meus pais indo de um lado para o outro comigo a tira colo... 

Meu pai era cortador gráfico. Viveu sozinho a vida toda. Seus pais se foram logo cedo e sua irmã foi pega por uma família para ser cuidada, mas naquele estilo antigo em que se adotavam crianças... para serem "empregadas" da casa... com todo carinho e cuidado, mas empregada!!! Bem jovem meu pai veio da Bahia para o Rio de Janeiro, tentar a sorte... nos dias de hoje sempre o comparo como o meu único e maior herói!!! E o motivo pelo qual me espelho e tento suportar as dificuldades...

Não eram poucas as vezes em que via meu pai chegar chorando em casa, por ver algum amigo decepado pela guilhotina das máquinas que cortavam papel, ou até mesmo morto por alguma bobina de papel que viria a cair sobre algum funcionário... Na minha cabeça de criança, sempre me espantava com isso... como é que uma bobina de papel, tão pequena pode matar alguém... depois, muito tempo depois, sobre caminhões gigantescos é que fui entender qual bobina de papel meu pai se referia...

Os momentos felizes também existiam... nas festas de fim de ano eram completas... churrasco na empresa, chopp (sim... meu pai achava que dar chopp ao filho era um sinal de masculinidade... olha!!! Ele já bebe!!! Já é um homenzinho...) e também as excursões para o Tivoli Parque da Lagoa... nossa... só de lembrar meu coração já se enche de alegria... Carrinhos de batida, pista de corrida, a casa fantasma, a montanha russa... tudo pago pela empresa!!!

Passado algum tempo veio a crise... crise esta que não faço ideia de qual governo ou desgoverno tenha ocorrido... os únicos políticos que me lembro na época era um tal de Figueiredo e seus pronunciamentos bem na hora da novela e um outro tal de Delfim que de alguma forma que eu não sei explicar estava atrelado ao cofrinho do Banco Nacional que eu ganhei de presente de alguém que também não me lembro... enfim as tormentas da vida... a empresa fechou as portas e com ela a felicidade de muitos funcionários...

E a partir dali tudo mudou para meu pai... sempre triste, preocupado, sério, procurando emprego de galho em galho, conseguindo as piores oportunidades que o mercado poderia oferecer... Trabalhava à noite, varava a madrugada, pegava conduções lotadas, trem lotado, ganhava pouco... e sempre com minha mãe por perto costurando dia e noite... seus assobios e cantos de músicas tão suaves como "eu daria a minha vida para te esquecer", de Roberto Carlos, cantada chorosamente por Martinha e tão bem interpretada por minha mãe ao costurar enquanto eu ficava deitado na cama lendo algum gibi, também se calaram...  Aos meus sentidos de criança tudo que me lembro dessa época era do cheiro da bolsa de couro que meu pai carregava e do beijo com a barba por fazer que ele me dava no rosto em algum momento da madrugada e de minha mãe preparando a marmita de alumínio e colocando numa toalhinha verde para ele levar e logo após, ainda escuro o barulho da máquina de costura sendo pedalada. No mais, eu só o veria no dia seguinte...

E assim se passaram os tempos. Eles nunca deixaram faltar nada que eu precisasse. Pagaram todos os meus estudos, curso de inglês, pré militar, curso de informática e até um curso de violão. Meu pai conseguiu, depois de muita luta um emprego "menos ruim" no Jornal do Brasil, na gráfica deles que ficava na Avenida Brasil... Dessa época eu lembro das revistas de entretenimento que acompanhavam o jornal e a revista MAD que meu pai sempre trazia pra mim... Logo depois veio o glaucoma e meu pai foi aposentado por invalidez. Logo o meu herói, meu guerreiro, a minha força e inspiração para todos os momentos, se encontrava praticamente cego e dependente da boa vontade de seu filho e de sua esposa...

Nessa época eu havia passado para a Marinha... 15 anos de idade, ser Aprendiz de Marinheiro, ganhar mais de mil cruzeiro, conhecer o mundo inteiro sem gastar nenhum tostão... É... a vida real foi bem diferente da música... Tudo que passei lá dentro foram humilhações e pressões psicológicas que me levaram à conclusão de que eu poderia tentar algo fora de lá. E foi o que fiz. Enfrentei minha mãe e tomei coragem para dizer que não queria aquilo para mim. Meu pai e minha, agora, esposa me apoiaram!!! Mas minha mãe até hoje não me perdoa por essa "loucura" de ter saído...
Eu era jovem, não tinha muitos compromissos, não tinha filhos nem dívidas pra pagar... Aquele era o momento... Não que eu não sabia de todo o sofrimento que eles passaram e que não desejavam, de jeito nenhum que eu também experimentasse daquela dor... mas eu precisava conquistar a minha vida, buscar a felicidade... Juntei o pouco de coragem que eu tinha e parti para a luta.

Com o dinheiro da indenização só deu pra comprar um antigo PC 386 vindo do Paraguai, que meu professor de manutenção de computadores estava vendendo... Comprando o jornal O Dia todos os dias minha mãe fazia buscas incessantes por oportunidades de emprego. Seu olhar era uma lupa minuciosa que detectava e anotava todas as possíveis oportunidades e lá ia eu atrás de uma nova oportunidade. Duque de Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis, Centro...

E nas entrevistas de emprego aprendi muitas coisas... Não importava o quão graduado ou não era o seu curriculum... Se ele é pra ser seu, ele será!!! Vi muita gente chegando confiante, já de acordo com o entrevistador, tudo meramente teatral e talvez para se cumprir algum ritual de recursos humanos ou alguma prática habitual de cartas marcadas...

Mas Deus, como sempre desde o início, me deu mais uma forcinha e eu fui parar lá em Nova Iguaçu mesmo, numa cooperativa de vendedores... Para ser auxiliar de escritório... salário de cento e vinte reais... Mas nada nesse mundo me tirava o prazer e a sensação de liberdade, não vista nem entendida por muitos que era poder entrar num restaurante, escolher minha refeição e comer num prato de porcelana e não uma bandeja de ferro feito um prisioneiro... Acho que eu era a criatura mais feliz naquele pequeno botequinho no centro de Nova Iguaçu... Logo depois fui promovido a digitador e mais tarde com uma constante ajuda de um recém amigo da igreja, fui dando meus passos como programador. E dois anos depois, com a mesma ajuda deste rapaz eu fui chamado para uma entrevista nesta empresa que estou até hoje.
E agora chegou a minha vez de enfrentar mais uma vez essa tormenta que a vida me apresenta feito um mar revoltoso e angustiante. Só que dessa vez com mais pessoas no barco. Talvez, láaaa, bem no futuro, meus filhos possam contar aos filhos deles que tudo que se lembram dessa época, de alguma forma já bem confusa, é que na televisão aparecia uma senhora de topete e roupas vermelhas que aparecia sempre na hora da novela e todos batiam panelas... aplausos? e um tal com nome de peixe marinho sem um dos tentáculos e que não era o Lula Molusco do Bob Esponja...

A única certeza que tenho é que Deus está comigo e que tenho a meu pai como inspiração para nunca desistir e lutar pela felicidade dos meus até o fim de minha vida!!!

E a vida continua...

26 de junho de 2015... 3 anos se passaram e muita coisa aconteceu... infelizmente não tive muito tempo nem lembrança de atualizar o blog. Mas hoje bateu a vontade de voltar a escrever.

Muitas provações e também muitas alegrias já enfrentamos e celebramos ao longo desses anos. Os meninos estão crescendo rapidamente... Gabriel agora está manifestando um grande interesse e admiração pelo futebol. Passa horas assistindo qualquer jogo, qualquer time... Ele escolhe um e começa a torcer ao ponto de sofrer por cada gol que não acontece e vibrar por cada lance...

Considero esse gosto como um desenvolvimento natural e exclusivo dele, pois na família, só meu pai gosta de futebol e mesmo assim não com a mesma paixão que Gabriel tem demonstrado. Vale aqui fazer uma ressalva que minha esposa fez, de que existe sim o lado DOENTE pelo futebol na família, que seria minha sogra, os dindos e meu concunhado, que são fanáticos doentes, além dos amiguinhos de escola. Mas do que eu queria me referir é do futebol DENTRO de casa. Não somos uma família que liga a TV para acompanhar o futebol. Achei inocentemente que não existindo essa influência dentro de casa ele não seria contagiado pela paixão ao futebol. O mais próximo que ele tem de contato com o futebol é do seu avô, que acompanha os resultados através do seu radinho de pilha e em todos os encontros matinais que os dois tem diariamente o assunto principal colocado em pauta é quem ganhou o que e onde!!! Ah... e também se o NEMAR está jogando no FRUMINENSI... Eu não sei de onde ele tirou essas dúvidas... Ah... E ele também tem horror ao FED (Fred)... Da minha parte eu o apoio no sonho que ele decidir embarcar.

Moisés agora está mais tranquilo. Toda aquela dificuldade de aprendizado, relacionamento, de sentimentos está sendo resolvida. Lentamente mas está caminhando. Passamos por alguns psicólogos, psiquiatras, fonoaudiólogos, mas nenhum teve a atitude de ajuda-lo conforme ele precisava...

Os sintomas de dislexia continuam presentes. Não tão intensos, mas presentes... dificuldades do entendimento da leitura, dificuldades na escrita, aliados a uma grande falta de vontade de se concentrar nos estudos... Mas em comparação ao passado, eu considero uma melhora grande, diante de tudo que já vivemos.

O que me entristece com esses ditos médicos é que nenhum tem a coragem de dar o veredito e nos auxiliar nesse sentido. Na escola ele precisa de um laudo médico que comprove sua dislexia. Diante desse laudo, o tratamento passa ser um pouco diferenciado. Ele pode ter acesso às provas de forma oral... A escola que ele está atualmente já está ciente dos problemas existentes, mas mesmo assim se torna necessário um laudo médico. Nós continuamos a tentar. A fono empurra para o neuro, o neuro empurra para o psiquiatra, o psiquiatra dá alta nele e empurra para a fono... Mas nenhum assume suas responsabilidades.

Quanto à Vara da Infância e Juventude de Nova Iguaçu, esse tempo todo as coisas só ficam mais burocráticas. A falta de assistência, de apoio, de agilidade desses órgãos públicos é surpreendente e decepcionante...

Após a guarda temporária, que precisa ser renovada a cada 6 meses, as assistentes sociais simplesmente abandonam o caso. Empurram todo o atendimento e responsabilidades para o cartório... Aquela sensação de apoio, de acompanhamento que você tem no início, simplesmente desaparece.
Daí você passa a ter que contar com a boa vontade desses ditos funcionários públicos, que te atendem como e quando querem. E, para complicar ainda mais, a renovação da guarda, que era um processo simples agora foi triplicado em dificuldades...

Antes você se dirigia ao cartório e solicitava a renovação da guarda... esperava 3 dias e buscava o mesmo... Agora, para "facilitar" a nossa vida, eles criaram uma nova regra: você tem que ir até a defensoria pública... sim... aquela que atende a zilhões de casos não especificamente de adoção, fazer o pedido, aguardar de 15 a 20 dias (úteis) a guarda... daí você espera esses dias todos, retorna lá e eles não sabem onde está o seu processo e fica aquele jogo de empurra na qual uma bola de ping pong é muito mais bem tratada... Está no cartório? Está no escaninho? Onde está? Volte na semana que vem!!!
E se você não tiver a sorte de algum estagiário de boa vontade para te atender e procurar para você, ou pelo menos para dar continuidade ao seu pedido, tudo pode estacionar ali mesmo... por tempo indeterminado!!!
Por fim, eles descobrem que o processo voltou ao cartório e que você deve pegar a sua renovação de guarda onde? sim... lá no cartório... onde tudo começou...

Essa é só uma de tantas outras dificuldades que temos que enfrentar com a Vara da Infância e Juventude... Só ano passado foram marcadas duas audiências e as duas foram canceladas... sem aviso prévio, sem explicações, sem motivos... Você começa a se desesperar, não tem a quem perguntar... Você volta aos assistentes sociais e os encontra lá conversando alegremente com o que vão fazer de bom no fim de semana. Você pede explicações e eles simplesmente tiram o corpo fora e dizem não ter mais "a ver" com o caso... Você volta no cartório e se você der sorte de que o olhar de algum daqueles funcionários, que teoricamente teriam que atender ao público, se volte para você, o máximo que você pode encontrar é uma explicação ilógica, tipo aquelas que damos para nossos filhos: Não porque não!!! E nada mais...

A única solução que se tem a fazer é tentar seguir em frente a vida. Um dia de cada vez...

A premissa da Vara da Infância e Juventude é de que a partir do momento em que as crianças estão abrigadas em um lar seguro, tudo está bem. E todo restante, como a documentação, certidão de nascimento ficam para quem sabe algum dia a ser resolvido... Quando? Não importa!!! para eles...

Enquanto isso, na escola dos meninos temos que ir contornando a situação e explicar a razão, ou pelo menos tentar, deles não terem documentação, data de nascimento e assim IMPLORAR para que considerem o novo nome que eles terão. Pois sim... Existe todo um trabalho da nossa parte de ensinar aos nossos filhos o nome e sobrenome que eles terão. E implorar à escola que não considere o sobrenome biológico e sim o sobrenome de seus pais adotivos. Já que não existe nenhuma documentação oficial a respeito. Daí todo um cuidado NOSSO para que na hora da chamada eles sejam chamados pelo nome e sobrenome correto, para que a carteirinha da escola venha o nome correto, para que nas provas eles possam assinar o sobrenome correto, pois se depender do restante, não existirá essa preocupação...

Nem carteira do SUS eles podem ter, pelo simples fato da guarda não ter a data de nascimento e assim, consequentemente, eles não podem lançar no "sistema"...

No mais, quanto a nossos filhos, nada neste mundo se iguala à alegria de amar e ser amado verdadeiramente. A cada dia, a cada instante, a cada olhar, a cada corujada à noite, quando nos levantamos para ver se eles estão cobertos, protegidos e seguros. Agradeço única e exclusivamente a Deus por essa graça, este presente divino que é poder ser pai.