domingo, 4 de setembro de 2011

Primeiras travessuras...

No sábado seguinte que fomos para levá-los para casa, ao ligar para a mãe social, recebemos a notícia de que Moisés havia feito uma travessura... e das grandes... pelo menos para mim... colocou um semente de coqueiro no nariz do Gabriel, e estavam todos desesperados por lá...

Não sei o que se passou na minha cabeça... foi uma mistura de muitos sentimentos... desespero, medo, nervoso... nem sei como cheguei naquele abrigo... só pensava em pegá-lo e salvá-lo daquilo... ao chegar, a mãe social já estava saindo com ele a caminho de um posto de saúde do abrigo... colocamos imediatamente no carro e fomos para lá...

Nesse dia que  constatamos o quão forte era Gabriel... fora preciso quatro mulheres do abrigo para segurá-lo, mas tudo que fizeram foi empurrar mais a semente caroço a dentro... pegamos o Gabriel e pensamos em ir para o posto do SUS... mas na minha cabeça eu pensava... ele é meu filho... custe o que custar eu vou procurar um médico particular e dar o melhor para ele... desviei a rota e fomos ao hospital Fátima... chegando lá eles disseram que não tinham um otorrino no hospital... mas que eu me dirigisse até  o hospital José Kos, na rua Moncorvo Filho... lá eles teriam o melhor atendimento para o meu caso... E lá fomos nós, 40km até o centro do Rio... e ainda demos a sorte de pegar todo o engarrafamento causado pelas pessoas que estavam indo assistir os jogos olímpicos militares... Chegando lá meu medo era grande... será que vão conseguir tirar? será que vai ser muito caro? será que vão ter de interná-lo?

Acho que nunca tive esses sentimentos, essas preocupações... Mas tudo aos poucos foi se ajeitando... a consulta ficou em R$ 180,00, e, diante de todo o sofrimento do Gabriel, aquilo para mim, pelo menos naquele momento, pareceu uma verdadeira mixaria... Depois, que você se acalma é que começa a pensar de outras formas... tipo: paguei 180 reais por uma sementinha de côco... e tudo por uma travessura...  mas o mais importante é que ele estava a salvo agora...

À noite, na hora de dormir, Gabriel teve pesadelos intensos... gritava, gemia, falava, chorava... foi uma noite bastante sofrida para todos...

Ao chegar no trabalho e contar a história aos meus amigos, descobri que 90% deles já colocaram ou tiveram alguma coisa colocada em seus ouvidos ou narizes... Desde caroços de feijão até canetas... enfim... nada que eu tivesse que ficar tão assustado...



2 comentários:

  1. Sir, eu coloquei um belo pedaço de borracha no nariz quando pequeno, e ainda engoli um parafuso...mas sabe como é, pai de primeira viagem, e ainda, em dose dupla, é de proporcionar vários cabelos brancos, hahahaha.

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  2. kkkkk, e eu engoli meu anel de formatura!!!

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